Descubra o que é taxa de juros e como ela impacta sua vida financeira em 2026. Entenda seus efeitos e revolucione sua relação com o dinheiro!

O que é taxa de juros e como ela impacta suas finanças?

Quando eu comecei a empreender, precisei aprender na marra o que é taxa de juros e como ela impactava cada decisão financeira que eu tomava.
Em 2026, com crédito mais caro, inflação oscilando e juros ainda no centro das discussões econômicas, ignorar esse assunto é praticamente um convite para perder dinheiro e oportunidades.
Se você empreende, pensa em abrir um negócio ou busca construir renda extra, entender profundamente como os juros funcionam é o tipo de conhecimento que muda a forma como você toma decisões de compra, de investimento e de crescimento do seu negócio.
Neste artigo, vou te mostrar, de forma prática e direto ao ponto, como a taxa de juros conversa com o seu bolso, com o seu fluxo de caixa e com os seus sonhos financeiros para 2026 e além.
Prepare-se para transformar a sua relação com o dinheiro e tomar decisões muito mais assertivas.

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O que é taxa de juros: a definição simples que ninguém te explicou direito

Vamos direto ao ponto e sem complicação: taxa de juros é o preço do dinheiro ao longo do tempo.
Pode parecer uma frase simples, mas nela reside todo o poder e a complexidade que moldam a economia e as suas finanças pessoais e empresariais.
É o custo de usar um capital que não é seu, ou a remuneração por ceder o seu capital a outro.

Eu gosto de explicar assim, de forma bem didática: quando você pega dinheiro emprestado, seja de um banco, de um amigo ou através de um financiamento, você paga juros.
Esse pagamento é a compensação pelo uso daquele capital. Por outro lado, quando você empresta dinheiro (investindo em CDBs, Tesouro Direto, ou até mesmo emprestando a um sócio), você recebe juros.
Essa é a essência de o que é taxa de juros, sem enrolação e de um jeito que qualquer pessoa pode compreender.
É uma via de mão dupla que está presente em quase todas as transações financeiras.

Em termos bem objetivos, juros são a remuneração pelo uso do dinheiro. Quem empresta quer ser recompensado pelo risco que corre ao ceder seu capital, pela espera de ter seu dinheiro de volta e, claro, pela perda de poder de compra que a inflação provoca ao longo do tempo.
Já quem toma emprestado aceita pagar essa remuneração por ter acesso ao dinheiro hoje, em vez de ter que esperar e juntar o valor necessário por conta própria.
É um conceito fundamental para entender o funcionamento do mercado.

Quando falamos de taxa de juros, estamos nos referindo a quanto é cobrado ou pago por esse dinheiro em um determinado período de tempo.
Essa taxa pode ser expressa ao mês (a.m.), ao ano (a.a.), ou até mesmo ao dia.
Saber identificar a periodicidade e o valor exato da taxa é o primeiro passo para tomar decisões financeiras mais inteligentes e conscientes.
É essa “porcentagem” que vai determinar o impacto real no seu bolso.

Como a taxa de juros funciona na prática no seu dia a dia

Entender o que é taxa de juros é o primeiro passo para o seu domínio financeiro; o segundo é ver como ela aparece de forma constante no seu cotidiano, muitas vezes sem você sequer perceber sua influência direta.
Ela está em todos os lugares, tanto nos seus gastos quanto nos seus ganhos, impactando cada aspecto da sua vida financeira.

Ela está em ações que muitas vezes consideramos rotineiras, como:

  • Parcelamento no cartão de crédito: Os juros do rotativo ou de parcelamento são notoriamente altos.
  • Empréstimos pessoais: Seja para cobrir uma emergência ou realizar um sonho.
  • Financiamento de carro, moto, imóvel: Compromissos de longo prazo com juros significativos.
  • Limite do cheque especial: Uma das linhas de crédito mais caras disponíveis no mercado.

Mas também está do lado positivo, trabalhando a seu favor em:

  • Aplicações em CDB, Tesouro, fundos: Onde seu dinheiro rende com juros.
  • Juros da poupança: Embora baixos, são uma forma de remuneração.
  • Rentabilidade de títulos de renda fixa: Oferecendo retornos previsíveis.
  • Contratos de investimento entre sócios: Definindo a remuneração do capital aportado.

Ou seja: juros não são só “vilões” a serem evitados.
Eles podem ser aliados poderosos na construção do seu patrimônio se você se posicionar do lado certo da mesa, fazendo o dinheiro trabalhar para você, em vez de trabalhar para o banco.
A chave é o conhecimento e a estratégia.

Por que empreendedores precisam dominar o conceito de taxa de juros

Talvez você esteja pensando: “Tá, entendi a teoria geral.
Mas na prática, o que muda na minha vida como empreendedor?
Como o que é taxa de juros realmente impacta o meu negócio e a minha busca por renda extra?” A resposta é simples e direta: muda tudo.

Na minha experiência com negócios e renda extra, eu já vi empreendedor quebrar não por falta de vendas ou de um bom produto, mas por não entender como os juros corroíam o fluxo de caixa de forma silenciosa e implacável.
Já vi gente crescer rápido, faturar alto, com um produto inovador, mas entrar em financiamentos e empréstimos com taxas absurdas, sem perceber que estava, na verdade, trabalhando para o banco, e não para o próprio negócio que tanto se esforçava para construir.
Essa falta de clareza é um erro fatal.

Além disso, e talvez ainda mais grave, muita gente deixa de ganhar dinheiro e de construir uma base financeira sólida porque tem medo de investir, simplesmente por não entender como os juros, especialmente os compostos, podem trabalhar a seu favor de maneira exponencial.
Essa hesitação é uma barreira invisível para a liberdade financeira. Ou seja: não dominar o que é taxa de juros é caro demais, tanto em dívidas contraídas quanto em oportunidades de crescimento perdidas.

Taxa de juros não é “coisa de banco”, é fundamento de liberdade financeira

Eu me lembro claramente de uma conversa que tive com um seguidor do EM Portal que me mandou mensagem dizendo: “Eu não entendo nada de juros, só sei que é ruim e me dá dor de cabeça”.
Depois de destrinchar com ele, de forma simples e prática, o que é taxa de juros e como ela funciona, mostramos a ele como, com o mesmo dinheiro que ele pagava de juros altíssimos no cartão de crédito, daria perfeitamente para investir em algo que gerasse renda todos os meses, construindo um futuro mais seguro.
Foi uma mudança de perspectiva transformadora para ele.

Em 2026, com o cenário econômico ainda cheio de ajustes, volatilidade e novas dinâmicas globais, quem domina o conhecimento sobre juros sai na frente de forma esmagadora.
Você passa a ter a capacidade de negociar muito melhor, de fazer escolhas financeiras mais inteligentes e conscientes, de decidir com clareza se compensa investir em uma nova frente de negócio ou se a prioridade é quitar dívidas que consomem sua margem, e até mesmo de precificar melhor os seus produtos ou serviços, incorporando o custo real do dinheiro.
Dominar juros significa ter controle.

Portanto, não enxergue juros só como “matemática chata” ou um conceito distante.
Enxergue como uma estratégia poderosa de sobrevivência e crescimento, uma ferramenta indispensável para qualquer empreendedor que busca prosperidade e sustentabilidade em seu negócio e em sua vida pessoal.
É o alicerce para construir um futuro financeiro sólido e próspero.
Para quem pensa em expandir os horizontes, buscar ideias de distribuidoras ou novos nichos, a clareza sobre juros é fundamental.

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IndicadorValor (2024–2025/2026)Impacto prático
Taxa Selic~11,75% a.a. (nível observado no 2º semestre de 2025)Referência para custo do crédito e rendimento da renda fixa; influência direta no custo do capital para empresas
IPCA (inflação)~4,8% acumulado em 12 meses (2025)Ajusta preços, salários e obriga financiamento a considerar perda de poder de compra
CDI (média de mercado)~11,4% a.a. (2025)Base para CDBs e vários produtos de renda fixa; comparador essencial para investimentos
Juros rotativo cartão~150% a.a. (média para 2025)Dívida com crescimento exponencial; prioridade para renegociação
Empréstimo PJ (média para MPE)entre 30% e 50% a.a. (linhas sem garantia)Decisões de investimento precisam compensar esse custo; preferir garantias reduz taxas
Margem líquida média (MPE)8%–12% (média setorial 2024)Margens apertadas tornam pagamento de juros uma questão de sobrevivência
Faturamento médio anual (micro e pequenas)R$ 90.000 a R$ 140.000 (variável por setor)Define capacidade de amortizar dívidas e investir
Percentual de MPEs com restrição de crédito~25% a 30% (2024–2025)Acesso a crédito reduzido aumenta custo marginal de capital

Fonte: Banco Central do Brasil, IBGE, Anbima, Sebrae, Serasa

Taxa de juros como custo do dinheiro

Quando você, como empreendedor, faz um empréstimo, a taxa de juros é, na essência, o custo que você paga para ter acesso ao capital agora, em vez de esperar acumular.
É o aluguel do dinheiro. Esse custo precisa ser rigorosamente comparado com o retorno financeiro que você terá ao usar esse dinheiro no seu negócio ou projeto.
Ignorar essa comparação é um dos maiores erros que um empreendedor pode cometer, pois pode levar a um ciclo de endividamento improdutivo.

Por exemplo: se você pega um empréstimo com juros de 2% ao mês para investir em uma campanha de tráfego pago que, comprovadamente, gera um retorno de 8% ao mês, a conta pode fechar e ser um movimento estratégico inteligente.
Você está usando o dinheiro para multiplicar seu capital. Agora, se você pega esse mesmo empréstimo para comprar um celular novo só por impulso, sem que ele traga um benefício produtivo direto para o seu negócio, o dinheiro está indo para o ralo, e você estará perdendo dinheiro.
Para quem pensa em empreender, cursos como os melhores cursos de gestão empresarial podem aprimorar essa visão estratégica.

Portanto, toda vez que olhar para uma taxa de juros, seja de um empréstimo, financiamento ou até mesmo um parcelamento, faça a si mesmo a pergunta crucial: “Esse dinheiro que estou pegando emprestado vai gerar um retorno maior do que o juro que vou pagar?”
Essa simples análise pode salvar seu negócio de problemas futuros e direcionar seus investimentos para onde realmente importa.
A produtividade do capital é a chave.

Taxa de juros como remuneração do seu capital

No outro lado da moeda, e muitas vezes subestimado, quando você investe, a taxa de juros é a remuneração pelo dinheiro que você está deixando aplicado.
Em 2026, com as constantes mudanças na taxa básica de juros (Selic), várias oportunidades de investimento surgem e somem rapidamente, exigindo que você esteja atento e bem-informado para tomar as melhores decisões.
Seu dinheiro pode, e deve, trabalhar para você.

Quanto mais você entende como os juros são calculados e como diferentes investimentos funcionam, desde os mais conservadores até os mais arrojados, mais você consegue decidir se vale a pena deixar seu dinheiro parado na conta corrente (onde ele perde valor para a inflação), na poupança (que tem um rendimento limitado), ou em um investimento mais inteligente e rentável.
A escolha certa faz toda a diferença.

Empreendedores que dominam isso não vivem só de lucro da operação do seu negócio, mas passam a ter uma parte significativa da renda vinda de investimentos inteligentes, criando múltiplas fontes de receita.
É assim que você constrói uma verdadeira segurança financeira, que permite não apenas manter seu negócio, mas também crescer de forma sustentável e planejada.
Essa é a base para a liberdade financeira.

Inflação, 2026 e a dança das taxas: por que isso mexe com seu bolso

Não dá para falar de o que é taxa de juros sem falar de inflação. Elas são como duas irmãs que andam quase sempre de mãos dadas na economia, influenciando-se mutuamente e impactando diretamente o seu poder de compra e o custo do seu negócio.
Entender essa relação é fundamental para qualquer planejamento financeiro.
Uma delas raramente se move sem a outra.

Inflação nada mais é do que o aumento generalizado e contínuo dos preços de bens e serviços ao longo do tempo.
Quando tudo fica mais caro — desde o pão na padaria até o custo dos seus insumos para o negócio — o seu dinheiro compra menos; o poder de compra real do seu capital cai drasticamente.
É como se o valor do seu dinheiro encolhesse, mesmo que o número na sua conta bancária permaneça o mesmo.

Para segurar a inflação e evitar que os preços subam de forma descontrolada, o Banco Central costuma aumentar a taxa básica de juros (a Selic).
Quando a taxa de juros sobe, o crédito se torna mais caro para empresas e consumidores, o que desestimula o consumo e os investimentos, fazendo com que as pessoas gastem menos, as empresas invistam menos, e, por consequência, a pressão sobre os preços diminua.
É um mecanismo de controle econômico.

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Como isso afeta seus negócios e investimentos em 2026

Em 2026, mesmo com cenários de queda ou estabilidade dos juros em determinados períodos do ano, o panorama econômico ainda é de atenção e exige cautela.
Se a inflação der sinais de alta inesperada, o mercado financeiro já começa a precificar a possibilidade de juros maiores no futuro, antecipando movimentos do Banco Central.
Estar preparado para esses cenários é uma vantagem competitiva.

Na prática, esse cenário de dança entre inflação e juros se traduz em impactos diretos para você:

  • Empréstimos e linhas de crédito tendem a ficar mais caros, afetando seu custo de capital.
  • Financiamentos de bens e serviços perdem atratividade se as taxas de juros subirem abruptamente.
  • Investimentos em renda fixa podem ficar mais interessantes, oferecendo uma forma segura de proteger seu capital.
  • Negócios muito alavancados (cheios de dívidas) sofrem mais, pois o custo do seu passivo aumenta.

Eu já passei por momentos em que precisei tomar a difícil decisão: “Investir no negócio para expandir ou priorizar a quitação de dívidas caras?”
Em cenários de juros mais altos, muitas vezes a estratégia mais inteligente e conservadora é focar em reduzir suas dívidas mais caras antes de partir para investimentos mais agressivos.
Priorizar a saúde financeira do negócio é fundamental.
Para pequenos negócios para aposentados ou quem busca renda extra, essa análise é ainda mais crítica.

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Juros simples e juros compostos: a diferença que muda tudo

Uma das coisas que mais confundem as pessoas quando buscam saber o que é taxa de juros é a fundamental diferença entre juros simples e juros compostos.
Dominar essa distinção não é apenas um detalhe técnico, é um divisor de águas na sua vida financeira.
Aqui é onde muita gente perde dinheiro sem perceber, ou deixa de ganhar fortunas.

O que são juros simples

Juros simples são calculados de forma linear, sempre sobre o valor inicial do capital (o montante principal), sem que os juros acumulados em períodos anteriores entrem na conta para o próximo cálculo.
É um cálculo mais direto e menos comum em transações de longo prazo no mercado financeiro atual.
Sua aplicação é mais restrita a operações de curtíssimo prazo.

Imagina que você empresta 1.000 reais a alguém, com juros simples de 2% ao mês, por um período de 5 meses.
O cálculo é o seguinte: a cada mês, você calcula 2% de R$ 1.000,00, que dá R$ 20,00.
No final dos 5 meses, os juros totais serão de R$ 20,00 multiplicado por 5, totalizando R$ 100,00 de juros.
No final do período, você recebe o capital inicial mais os juros: R$ 1.000,00 + R$ 100,00 = R$ 1.100,00.
É um crescimento aritmeticamente linear.

Nos negócios do dia a dia e nas finanças pessoais, juros simples até podem aparecer em algumas poucas situações, como um empréstimo informal entre amigos ou algumas operações de crédito de curtíssimo prazo.
No entanto, é com muito menos frequência do que os juros compostos, que dominam a maioria das transações financeiras.
É vital saber que eles existem, mas não são a regra.

O que são juros compostos (e por que você deve respeitá-los)

Juros compostos são os famosos “juros sobre juros”.
Aqui reside o verdadeiro poder (e o perigo) das taxas de juros.
A cada período (mês, ano), os juros são calculados em cima do valor atualizado do capital, ou seja, sobre o capital inicial somado aos juros acumulados nos períodos anteriores.
É um crescimento exponencial.

Esse é o tipo de juros mais comum e prevalente quando falamos de:

  • Cartão de crédito (o grande vilão das finanças pessoais).
  • Empréstimos bancários (sejam pessoais, consignados ou para empresas).
  • Financiamentos longos (de imóveis, veículos, máquinas e equipamentos).
  • Vários tipos de investimentos (como CDBs, Tesouro Direto, fundos de investimento).

Eu brinco que juros compostos são como fogo: podem aquecer a sua casa e te proporcionar conforto e segurança (no caso de investimentos) ou queimá-la inteira, reduzindo tudo a cinzas (no caso de dívidas).
Tudo depende de como você os usa e, principalmente, de qual lado da equação você está.
Eles são uma força da natureza financeira que exige respeito e compreensão.

De um lado, dívidas com juros compostos crescem em uma velocidade assustadora, transformando pequenos débitos em montanhas impagáveis em pouco tempo.
Do outro lado, investimentos com juros compostos são os grandes responsáveis pela construção de patrimônio no longo prazo, transformando pequenas aplicações em valores significativos ao longo do tempo.
É a força do tempo trabalhando ao seu favor, se você souber como.
Essa dualidade é o que torna o entendimento de o que é taxa de juros tão crítico.

Comparando juros simples e compostos de forma visual

Para ficar ainda mais claro e facilitar a visualização do impacto de cada um, olha essa comparação em uma tabela estilizada.
Esta tabela irá solidificar seu entendimento sobre a diferença fundamental entre esses dois conceitos.

Tipo de JurosComo funcionaExemplo prático
Juros simplesCalculado apenas sobre o valor inicial (capital)Empréstimo rápido com taxa fixa, sem capitalização mensal
Juros compostosCalculado sobre o capital + juros acumuladosCartão de crédito, financiamento longo, investimentos
Impacto em dívidasCrescimento mais lentoMenos perigoso a longo prazo
Impacto em investimentosGanho limitadoRentabilidade menor comparada aos compostos

Quando você entende isso de verdade, passa a olhar qualquer proposta de crédito ou de investimento com outros olhos, com uma visão mais crítica e estratégica.
Em vez de olhar só a parcela mensal, ou o valor de face, você passa a olhar a taxa de juros efetiva e o tipo de juros que está sendo aplicado.
Essa é a base para a sua tomada de decisão financeira.

Taxa de juros nominal, real, prefixada, pós e híbrida: traduzindo o economês

Agora vamos subir um nível e deixar a discussão um pouco mais avançada, mas sem deixar chato ou inacessível.
Quando alguém te oferece um produto financeiro, seja um empréstimo, um financiamento ou um investimento, não basta só perguntar o que é taxa de juros.
Você precisa saber que “tipo” de taxa está sendo usada, pois cada uma tem implicações diferentes para o seu bolso e para a sua estratégia.
É o idioma do mercado financeiro que você precisa dominar.

Taxa de juros nominal

A taxa de juros nominal é a taxa “de vitrine”, aquela que aparece grande e em destaque no anúncio do banco ou na proposta do investimento.
Ela representa o custo bruto do dinheiro, mas muitas vezes não considera a inflação do período.
Por isso, ela pode ser enganosa se você não souber interpretá-la corretamente, pois pode gerar a ilusão de um ganho maior ou um custo menor do que o real.
É a taxa que *parece* ser.

Por exemplo, se um investimento rende 10% ao ano de juros nominais e a inflação no mesmo período é de 6%, o que sobrou de ganho real — aquilo que realmente aumentou o seu poder de compra — foi bem menos do que os 10% parecem indicar.
A inflação corrói parte desse ganho nominal.
É crucial entender que a nominal não é o que você de fato leva para casa.

Taxa de juros real

A taxa real é, na minha opinião, a taxa mais importante para qualquer empreendedor ou investidor de longo prazo.
Ela é a taxa que realmente aumenta o seu poder de compra, depois de descontar o efeito da inflação.
Em outras palavras, ela mostra o quanto o seu dinheiro cresceu *acima* do aumento generalizado dos preços.
É o seu ganho efetivo.

Usando o exemplo anterior, para um cálculo aproximado (a fórmula exata é um pouco mais complexa, mas a simplificada já te dá uma ótima noção):

• Taxa nominal: 10% ao ano
• Inflação: 6% ao ano
• Taxa real aproximada: 4% ao ano

Quando um empreendedor pensa em longo prazo, em construir patrimônio ou em expandir seu negócio de forma sustentável, é a taxa real que importa, porque é ela que mostra se o seu dinheiro está de fato crescendo e valorizando acima do aumento de preços.
Ignorar a taxa real é um convite para estagnar financeiramente.
Dominar essa diferença é um sinal de boa gestão empresarial.

Taxa prefixada

A taxa de juros prefixada é aquela que é definida no momento da contratação de um empréstimo ou investimento e que não muda em nada até o fim do contrato.
Seja qual for a oscilação da economia, você sabe exatamente quanto vai pagar ou receber.
Isso traz uma enorme previsibilidade e segurança para o seu planejamento financeiro, tanto para despesas quanto para receitas.
É uma ótima opção para quem gosta de certezas.

Por exemplo: um título de renda fixa que paga 11% ao ano prefixado até 2029.
Não importa se a taxa Selic subir ou cair drasticamente nos próximos anos; essa é a taxa combinada, e ela será mantida até o vencimento.
Da mesma forma, em um financiamento com taxa prefixada, suas parcelas de juros serão constantes.
É uma escolha de estabilidade para seu fluxo de caixa.

Taxa pós-fixada

Já a taxa pós-fixada é, como o nome sugere, atrelada a algum índice de mercado, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), a Selic ou a própria inflação (IPCA).
Nesse caso, você só sabe o rendimento exato ou o custo da dívida depois que o período de cálculo passa, pois o índice de referência oscila.
É uma opção para quem busca acompanhar o mercado.
Ela oferece flexibilidade, mas também incerteza.

Por exemplo: um investimento que paga 100% do CDI.
Se o CDI subir no próximo mês, você ganha mais; se cair, você ganha menos.
Muita gente não se liga nisso e depois se frustra: “mas o banco prometeu tal rendimento!”.
Na verdade, ele prometeu um percentual sobre um índice que oscila, e não um valor fixo.
É vital entender que seu rendimento ou custo irá variar.

Taxa híbrida

A taxa de juros híbrida é uma combinação inteligente que mistura uma parte prefixada com outra pós-fixada.
Ela busca oferecer o melhor dos dois mundos: a segurança de um ganho fixo e a proteção contra a inflação ou a oscilação de juros.
É uma estratégia sofisticada para proteger o capital no longo prazo.
Essa modalidade é cada vez mais popular no mercado.

Um exemplo clássico e muito procurado são títulos atrelados ao IPCA, como o Tesouro IPCA+.
Eles são algo como “IPCA + 5% ao ano”.

Nesse caso, você tem:

  • Uma parte fixa (5% ao ano), que garante um ganho real mínimo.
  • Uma parte variável (a inflação medida pelo IPCA), que protege seu poder de compra.

Para quem pensa em longo prazo, busca proteger o poder de compra do seu capital e ainda ter uma rentabilidade interessante, a taxa híbrida costuma ser uma opção muito interessante e estratégica.
Ela é ideal para a construção de uma reserva de valor duradoura, especialmente em um cenário econômico incerto.

Taxa Selic, CDI e câmbio: onde a taxa de juros se encontra com a economia

Quando você procura o que é taxa de juros na internet, é praticamente inevitável esbarrar em termos como Selic e CDI.
À primeira vista, pode parecer um assunto distante da sua vida real de empreendedor ou da sua busca por renda extra, mas acredite: isso influencia diretamente o que você paga nos juros do cartão de crédito, o custo dos seus empréstimos e o quanto você recebe nos seus investimentos.
São pilares da economia que afetam seu bolso.

O que é a taxa Selic

A taxa Selic é, sem dúvidas, a taxa mais importante da economia brasileira.
Ela é a taxa básica de juros do Brasil, definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
A Selic serve como referência para praticamente todas as outras taxas de juros do sistema financeiro, desde o juro do seu empréstimo pessoal até o rendimento do seu investimento mais conservador.
É o termômetro da economia.

Quando a Selic sobe, os impactos são amplos:

  • Crédito para empresas e consumidores tende a ficar mais caro, desestimulando o endividamento.
  • Investimentos em renda fixa (CDB, Tesouro Selic) frequentemente se tornam mais atrativos, pois pagam mais.
  • Consumo e investimentos das empresas tendem a desacelerar, como forma de controlar a inflação.

Quando a Selic cai, o cenário se inverte:

  • Crédito tende a ficar mais barato, incentivando empréstimos e financiamentos.
  • Investimento em renda fixa pode pagar menos, levando investidores a buscar outras opções.
  • Bolsa de valores costuma ficar mais atrativa (não é uma regra absoluta, mas é um movimento comum), pois o custo de captação das empresas diminui e o consumo pode aquecer.
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O que é CDI e por que isso aparece nos investimentos

O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é uma taxa muito próxima da Selic, usada pelos bancos para emprestarem dinheiro entre si por curtos períodos.
Essa taxa é crucial porque, no mercado financeiro, muitos investimentos de renda fixa, especialmente os oferecidos por bancos (como CDBs, LCIs, LCAs), usam o CDI como principal referência de rentabilidade.
Ele é a referência diária do mercado.

Quando você vê “CDB que rende 110% do CDI”, por exemplo, é disso que estamos falando: seu investimento renderá 110% da taxa diária do CDI.
Em 2026, com a flutuação dos juros, entender essa relação é essencial para comparar oportunidades de investimento e saber se você está fazendo um bom negócio ou deixando dinheiro na mesa.
É um comparador essencial para sua carteira.

Como juros afetam o câmbio e seus custos de negócio

A taxa de juros alta em um país costuma atrair mais capital estrangeiro.
Investidores de fora do país veem juros elevados e pensam: “vou aplicar dinheiro ali para aproveitar o rendimento, que é maior do que no meu país”.
Isso aumenta a entrada de dólares na economia local, o que pode influenciar o câmbio, deixando o dólar mais barato em relação à moeda local, e vice-versa quando os juros caem.
É um fluxo de capital que molda a valorização da moeda.

Para quem trabalha com importação, exportação, dropshipping, e-commerce internacional ou compra insumos cotados em dólar, essa oscilação do câmbio, influenciada pelos juros, muda muito o jogo.
Um dólar mais barato pode significar custos menores e margens maiores, enquanto um dólar caro pode corroer lucros rapidamente.
Eu me lembro de um período em que o dólar disparou enquanto eu tocava um projeto que dependia diretamente de ferramentas e serviços em moeda estrangeira.
Se eu não tivesse acompanhamento mínimo de juros, inflação e câmbio, teria me enrolado bonito na precificação e talvez até quebrado.
É a conexão macroeconômica com o seu micro-negócio.
Estar sempre antenado nos indicadores é um diferencial competitivo.

Como a taxa de juros impacta diretamente as suas finanças em 2026

Vamos trazer tudo isso para a sua realidade agora, de forma ainda mais palpável e direta.
Para empreendedores, autônomos e quem busca construir uma renda extra, a taxa de juros é um dos principais fatores que definem o ritmo da sua construção de patrimônio e, consequentemente, da sua liberdade financeira.
Ela pode ser o motor do seu crescimento ou a âncora que te puxa para baixo.
Saber como ela age é ter o controle em suas mãos.

No seu cartão de crédito

O cartão de crédito, embora seja uma ferramenta de conveniência incrível, talvez seja a forma mais cruel e traiçoeira de juros contra o brasileiro médio.
A taxa de juros do rotativo do cartão, mesmo com alguns ajustes e tentativas de controle ao longo dos últimos anos, continua sendo extremamente alta e abusiva.
É uma armadilha que consome rendimentos rapidamente.
A facilidade de acesso esconde um custo proibitivo.

Quando você não paga a fatura completa e entra no rotativo, está, sem perceber, aceitando uma das piores taxas de juros do mercado, transformando uma compra de R$ 100 em uma dívida de R$ 300 ou mais em poucos meses.
Já recebi mensagens de pessoas desesperadas, que começaram com uma dívida aparentemente pequena de R$ 500 e, em poucos meses, estavam com um valor completamente fora da realidade, acima de R$ 5.000.
O vilão? Juros compostos muito altos e descontrolados.
A velocidade de crescimento da dívida é assustadora.

No financiamento do seu negócio

Se você está pensando em pegar dinheiro para impulsionar seu negócio, seja para uma expansão, um novo projeto ou um reforço de caixa, a avaliação da taxa de juros envolvida é o ponto mais crítico.
A decisão de buscar um empréstimo para:

  • Aumentar estoque para uma demanda sazonal;
  • Comprar máquinas ou equipamentos mais modernos para otimizar a produção;
  • Reformar seu ponto comercial para atrair mais clientes;
  • Investir pesado em marketing e publicidade para conquistar novos mercados.

Precisa ser precedida de uma avaliação fria e racional da taxa de juros envolvida.
Em 2026, com o cenário econômico ainda oscilando, qualquer empréstimo feito sem cálculo e sem planejamento é um tiro no escuro que pode custar a existência do seu empreendimento.
É a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Eu sempre recomendo fazer três perguntas fundamentais, quase um mantra, antes de assinar qualquer contrato de crédito:

  • Qual é exatamente a taxa de juros ao mês e ao ano (taxa efetiva) que estou pagando?
  • O tipo de juros aplicado é simples ou composto? (e como ele capitaliza?)
  • O retorno que esse investimento no negócio tende a gerar é comprovadamente maior do que o custo total dos juros que vou pagar?

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Nos seus investimentos pessoais

Quem empreende e não investe uma parte dos seus rendimentos está se expondo demais a riscos desnecessários.
O negócio pode ir muito bem hoje, gerar lucros substanciais, mas diversificar é questão de responsabilidade e prudência com você mesmo, com sua família e com o futuro do seu patrimônio.
É a construção de um colchão de segurança e de novas fontes de renda.

Quando falamos de investimentos de renda fixa, como CDB, Tesouro Direto, LCI, LCA, ou fundos de investimento, entender o que é taxa de juros e como indicadores como a Selic e o CDI influenciam a rentabilidade desses produtos te ajuda a montar uma estratégia de investimento mais sólida, mais lucrativa e mais adequada aos seus objetivos.
É o conhecimento que te dá poder de escolha.

Por exemplo, se você acredita que os juros básicos podem cair nos próximos anos, títulos prefixados ou híbridos atrelados à inflação (IPCA) podem fazer mais sentido em sua carteira, travando uma rentabilidade real.
Se, por outro lado, você acha que os juros ainda vão subir, investimentos pós-fixados atrelados ao CDI podem ser mais interessantes, pois se valorizam com a alta dos juros.
A estratégia inteligente é moldada pelo cenário e pela sua análise.

Como calcular taxa de juros sem complicação

Eu sei que muita gente treme só de ver uma fórmula de matemática financeira ou qualquer equação mais complexa.
Mas calma, como empreendedor, você não precisa virar um professor de matemática financeira ou um expert em cálculo avançado.
Você só precisa entender a lógica por trás do cálculo, saber identificar o que é importante e onde buscar as ferramentas certas.
É o entendimento conceitual que importa.

Cálculo básico da taxa de juros

A ideia central para entender a taxa de juros é relativamente simples no seu conceito.
Quando você sabe quanto emprestou ou investiu (o capital inicial), quanto recebeu no final (o montante total) e quanto tempo passou, você consegue estimar a taxa de juros média envolvida na operação.
Mesmo que de forma aproximada, essa noção já te dá um poder enorme de análise.

De forma bem simplificada, para o cálculo de juros simples:

Taxa = Juros / (Capital x Tempo)

Onde:

  • Capital: o valor inicial que você emprestou ou investiu;
  • Juros: o valor que você recebeu a mais, além do capital;
  • Tempo: o período total em que o dinheiro esteve emprestado ou investido (em meses ou anos).

Em situações reais, e principalmente com juros compostos, o cálculo pode ser um pouco mais complexo devido à capitalização.
Nesses casos, o ideal é usar calculadoras financeiras (existem várias opções gratuitas na internet, tanto em sites quanto em aplicativos) ou planilhas eletrônicas (como Excel ou Google Sheets), que fazem o trabalho pesado por você.
Mas, mesmo sem ser especialista em fórmulas, ter essa noção já te ajuda a comparar propostas e a identificar a lógica do custo do dinheiro.

Cuidado com “juros ao mês” disfarçados

Uma pegadinha financeira muito comum, e que pega muitos desprevenidos, é ver ofertas de empréstimos ou financiamentos falando assim: “somente 1,9% ao mês”.
À primeira vista, pode parecer pouco e até atrativo.
Muitos caem nessa armadilha por falta de atenção.
Mas é preciso ter um olhar crítico para essa informação.

Parece pouco, não é?
Mas quando você leva isso para o cálculo anual, a taxa efetiva pode ultrapassar facilmente os 25% ou até 30% anuais, dependendo da forma de capitalização dos juros (que quase sempre é composta).
Um simples cálculo de (1 + 0,019)^12 – 1 já te daria a taxa anual real.
É uma armadilha de percepção.

Sempre que alguém te mostrar uma taxa mensal, pergunte ou calcule imediatamente quanto isso significa ao ano.
Empreendedores de sucesso não olham só para a parcela mensal, eles olham para o custo efetivo total da operação, que inclui todos os juros, taxas e encargos.
Essa é a única forma de ter uma visão completa e evitar surpresas desagradáveis no futuro.
A transparência total é sua aliada.

Taxa de juros e endividamento: armadilhas que eu já vi de perto

Ao longo dos anos conversando e acompanhando centenas de empreendedores de todos os níveis e setores, eu percebi um padrão alarmante: poucos quebram por falta total de vendas ou de um produto ruim.
A maioria quebra por gestão ruim de dívida e fluxo de caixa, muitas vezes causada por um desconhecimento fundamental de como a taxa de juros funciona e como ela pode se tornar uma bola de neve.
É uma falha de planejamento que custa caro.
A falta de controle é o maior inimigo.

Parcelamento demais, margem de lucro de menos

Um erro extremamente comum, e muitas vezes bem-intencionado, é o empreendedor parcelar tudo em nome de “facilitar a vida do cliente”, oferecer condições imperdíveis, mas sem calcular o impacto real dos juros embutidos nos custos operacionais do próprio negócio.
Essa prática, se não for bem gerenciada, pode ser fatal para a sua saúde financeira.
A perda de rentabilidade é gradual e silenciosa.

Você financia equipamentos novos para a produção, faz compras de insumos e matérias-primas no cartão de crédito da empresa, entra em linhas de crédito de capital de giro para honrar compromissos, e, quando percebe, grande parte da sua margem de lucro suada está indo diretamente para pagar juros aos bancos e financeiras.
Já acompanhei casos de pequenos comércios que faturavam muito bem, com um volume de vendas impressionante, mas pagavam tantos juros que, no final do mês, o dono ganhava menos do que se tivesse um emprego comum.
Isso é o tipo de coisa que dói, porque com conhecimento prévio de o que é taxa de juros, dava para evitar essa situação catastrófica.
É a erosão da lucratividade.

Dívida de cartão como bomba-relógio

Eu costumo dizer que o cartão de crédito é ótimo quando você está no controle, utilizando-o como uma ferramenta de gestão financeira, e péssimo quando ele está no controle de você, ditando suas decisões e seu fluxo de caixa.
A diferença entre essas duas situações é abismal e pode definir o sucesso ou o fracasso das suas finanças.
É um instrumento de duas facetas.

Usar o cartão de forma estratégica, aproveitando o prazo de pagamento sem juros e organizando seu fluxo de caixa para pagar a fatura integral, é uma atitude inteligente e responsável.
No entanto, entrar no rotativo, pagar apenas o mínimo da fatura, ou rolar a dívida de um mês para o outro, é praticamente se colocar em uma esteira que anda cada vez mais rápido e te joga no chão financeiro, sem piedade.
É um ciclo vicioso de endividamento.

Se hoje você já está com dívidas de cartão, uma das decisões financeiras mais poderosas e libertadoras é montar um plano de ação para sair dessa situação o quanto antes.
Isso pode envolver negociar juros diretamente com o banco, buscar alternativas de crédito com taxas de juros muito menores (como um empréstimo pessoal com garantia), ou cortar gastos emocionais e supérfluos para direcionar todos os recursos à quitação.
Tudo isso faz uma diferença gigantesca no seu caminho para a liberdade financeira.
A prioridade é a reorganização.

Como usar a taxa de juros a seu favor: estratégias práticas para 2026

Até aqui, talvez você tenha percebido que não basta apenas saber a definição de o que é taxa de juros.
É preciso ir além, aprender a se posicionar estrategicamente diante dela, transformando o que pode ser um problema em uma alavanca para o seu crescimento e prosperidade.
A proatividade é a chave.
Vamos a algumas estratégias práticas que eu mesmo aplico e recomendo fervorosamente para meus alunos e seguidores.
São atitudes que geram resultados reais.

1. Trocar dívidas caras por dívidas mais baratas

Esta é, talvez, a estratégia de alívio financeiro mais imediata e impactante para quem está endividado.
Se você tem dívida de cartão de crédito, cheque especial ou qualquer outra linha de crédito com juros exorbitantes, muito provavelmente está pagando uma das taxas mais altas e predatórias do mercado.
É como ter um ralo constante no seu bolso.
A ação aqui é urgente.

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Uma ação comum, inteligente e que deve ser considerada prioritária é buscar ativamente alternativas mais baratas para quitar essas dívidas caras:

  • Empréstimos pessoais com taxas menores para consolidar e quitar as dívidas mais caras.
  • Renegociação direta com o banco, buscando reduzir os juros e parcelar a dívida de forma viável.
  • Linhas de crédito específicas para empreendedores com condições mais favoráveis, utilizando bens como garantia se possível.

Não é uma solução mágica que fará a dívida desaparecer, mas pode ser a diferença crucial entre continuar afundando em juros abusivos ou começar a respirar financeiramente, liberando capital para investir em seu negócio ou em sua vida pessoal.
É o primeiro passo para a recuperação.
Para quem busca iniciar um negócio, ideias de distribuidoras com planejamento financeiro são um bom começo.

2. Aproveitar ciclos de queda de juros para investir

Quando a taxa básica de juros (Selic) começa um ciclo de queda, muitas pessoas, por falta de conhecimento, entram em pânico achando que “investir não compensa mais”, ou que a renda fixa deixou de ser atrativa.
Só que, na verdade, é nesse cenário que grandes oportunidades em outros tipos de investimento podem surgir com mais força e potencial.
A chave é a adaptação e o conhecimento.

Por exemplo, além dos investimentos que se tornam atrativos com juros menores (como a Bolsa de Valores), alguns títulos prefixados comprados em momentos de juros ainda relativamente altos podem se mostrar excelentes negócios lá na frente, se a taxa continuar caindo.
Isso porque o valor desses títulos se valoriza com a queda da Selic.
É a inteligência do investidor que se sobressai.
Estar bem informado é mais importante que nunca em 2026.

3. Analise sempre o custo do dinheiro x retorno esperado

Todo dinheiro que entra ou sai do seu negócio tem um custo de oportunidade.
Ou seja, se você está usando recursos próprios em um projeto, está deixando de investir aquele dinheiro em outra coisa que poderia render juros.
E se você está pegando emprestado, o custo dos juros é explícito.
Essa mentalidade é a base da alocação eficiente de capital.

Então, antes de pegar qualquer linha de crédito para o seu empreendimento, ou mesmo antes de alocar seu próprio capital, pergunte-se de forma crítica:

  • Essa dívida é produtiva, ou seja, ela me ajudará a gerar mais receita ou a cortar custos de forma significativa? Ou é apenas consumo ou uma forma de tapar um buraco temporariamente?
  • O retorno esperado que esse investimento no negócio tende a gerar é maior do que o custo dos juros que vou pagar? Calcule isso com precisão.
  • Meu fluxo de caixa atual suporta essa parcela de forma confortável, sem sufocar a operação do meu negócio?

Essas perguntas simples, mas poderosas, guiarão você para decisões financeiras mais sólidas e rentáveis, evitando armadilhas e maximizando seus ganhos.
É a disciplina que leva ao sucesso.

Juros, mentalidade e comportamento: o lado que quase ninguém fala

Eu posso te explicar pela décima vez o que é taxa de juros, trazer fórmulas complexas, exemplos detalhados e tabelas comparativas.
Mas, se a sua mentalidade em relação ao dinheiro continuar sendo a de “resolver tudo no cartão de crédito”, “comprar primeiro e pensar depois” ou “deixar para o mês que vem”, nada disso vai adiantar de verdade.
A mudança começa de dentro, na sua forma de pensar.
É a transformação da mentalidade.

Educação financeira como ferramenta de liberdade

No EM Portal, a gente fala muito de negócios, renda extra e empreendedorismo, que são pilares importantes.
Mas tem um ponto que eu sempre bato e que considero o mais crucial de todos: não adianta você se esforçar para aumentar sua renda ou abrir vários negócios se a sua relação com o dinheiro é desorganizada, impulsiva ou baseada em mitos.
A disciplina financeira é a base para tudo.
Sem ela, qualquer aumento de renda é um paliativo.

Não existe construção de riqueza sustentável, seja para você, sua família ou seu negócio, sem entender minimamente conceitos fundamentais como:

  • Juros (simples, compostos, reais, nominais);
  • Inflação e como ela corrói seu dinheiro;
  • Fluxo de caixa e sua importância vital para a saúde do negócio;
  • Orçamento pessoal e empresarial;
  • Reserva de emergência e sua função protetora.

Quando eu comecei a estudar isso a sério, confesso que senti até um pouco de raiva por não terem me ensinado antes, na escola ou em casa.
Sabe aquela sensação de “poderia ter evitado tanta dor de cabeça e perdido tanto dinheiro se soubesse disso antes”?
Pois é, essa é a sensação de muitos que descobrem o poder da educação financeira tardiamente.
É um conhecimento libertador.

Decisões pequenas, impactos gigantes

Algo que eu vejo muito, e que é uma fonte constante de problemas financeiros, é a pessoa achar que “é só uma parcelinha a mais”, “é só um empréstimo rápido para resolver agora”, “é só esse mês que vou entrar no rotativo do cartão, depois eu resolvo”.
Só que juros não têm dó, não entendem de intenções ou de humores.
Eles trabalham em silêncio, de forma contínua, todo dia, independente do seu humor, da sua intenção de pagar ou da sua dificuldade.
A negligência é a semente do problema.

Um hábito simples, como passar a olhar sempre a taxa de juros efetiva total antes de assinar qualquer contrato, seja de crédito ou investimento, pode te poupar milhares de reais ao longo dos anos.
Essas pequenas decisões, tomadas com consciência e conhecimento, acumulam-se e geram impactos gigantescos no seu futuro financeiro, na sua capacidade de investir e na sua tranquilidade.
É o poder dos pequenos hábitos.

Resumo prático: como dominar a taxa de juros na sua vida em 2026

Para fechar este artigo e consolidar todo o conhecimento que compartilhamos, eu quero organizar tudo em alguns pontos bem objetivos e acionáveis, para você levar como um check-list pessoal e aplicar no seu dia a dia.
Estes são os pilares para você dominar a taxa de juros e usá-la a seu favor em 2026 e além.
Comece a aplicá-los hoje mesmo para ver a mudança.

1. Entenda o conceito, de verdade

Abrace a definição fundamental: Taxa de juros é o preço do dinheiro no tempo.
Quando você pega, paga por ele; quando empresta (investe), recebe por ele.
Saber o que é taxa de juros, em sua essência, te coloca em uma posição de análise e controle, não de vítima das circunstâncias financeiras.
É a base do conhecimento.

2. Saiba identificar os diferentes tipos de taxa

Não basta saber que existe juros, você precisa reconhecer os diferentes sabores:

Juros simples x Juros compostos (o mais importante para diferenciar);
Taxa nominal x Taxa real (para entender seu ganho ou custo efetivo);
Prefixada, Pós-fixada e Híbrida (para escolher o melhor tipo de investimento/empréstimo);
Selic, CDI e Inflação (os grandes indicadores da economia que afetam seu bolso).

Você não precisa virar um economista do dia para a noite, mas precisa ser capaz de reconhecer e entender as implicações desses termos quando eles aparecerem em um contrato, em uma proposta do banco ou em um informe de rendimentos.
É o seu vocabulário financeiro essencial.

3. Fuja de dívidas com juros caros

Considere o cartão de crédito e o cheque especial como ferramentas de curto prazo e emergência, a serem usadas com muito controle, disciplina e responsabilidade.
Jamais os use como extensão do seu salário ou do seu capital de giro.
Se o uso virou dívida e você está pagando juros altos, trate a quitação ou a renegociação como prioridade máxima.
É a sua liberdade financeira em jogo.

4. Use juros a seu favor nos investimentos

Os juros compostos trabalhando para você ao longo do tempo são um dos motores mais poderosos e eficientes de construção de patrimônio que existem.
Não subestime essa força.
Quanto mais cedo você começa a investir com consistência, mesmo com valores pequenos no início, mais o tempo e os juros fazem o trabalho pesado de multiplicar seu capital.
É o poder da acumulação.

5. Tome decisões de negócio olhando para o custo do dinheiro

Antes de financiar qualquer coisa para o seu empreendimento, de investir seu próprio capital ou de fazer um novo parcelamento, pergunte-se de forma sistemática:

  • Essa taxa de juros faz sentido diante do retorno esperado que o investimento ou o projeto vai me dar?
  • Eu estou usando a dívida para crescer de forma sustentável e planejada, ou apenas para tapar um buraco no fluxo de caixa ou para consumo?
  • Existe uma alternativa mais barata, mais inteligente ou menos arriscada para conseguir o capital que preciso?

Conclusão: entender juros em 2026 não é opcional, é questão de sobrevivência financeira

Se você chegou até aqui, parabéns!
Provavelmente já percebeu que entender o que é taxa de juros não é um mero detalhe técnico, não é um assunto “para contador” ou “para gerente de banco”.
É, na verdade, um pilar central e inegociável da sua saúde financeira pessoal, do sucesso dos seus negócios e da concretização dos seus planos e sonhos para os próximos anos.
É a base do seu poder financeiro.

Como alguém que já errou, já negociou intensamente, já quebrou a cabeça com cálculos e já viu de perto o peso dos juros em diferentes fases da vida e dos negócios, eu posso afirmar com total tranquilidade e convicção: quem domina juros, domina o jogo do dinheiro.
Essa não é uma afirmação exagerada, é uma constatação da realidade.
É um superpoder financeiro.

Não porque saber de números complexos te faz inerentemente mais inteligente que os outros, mas porque esse conhecimento te dá a clareza e a confiança necessárias para dizer mais “sim” para oportunidades realmente lucrativas e, mais importante, mais “não” para as armadilhas financeiras que destroem sonhos e negócios.
É a visão estratégica que você precisa.
É o alicerce para uma vida mais tranquila e próspera.

Então, a partir de hoje, toda vez que você ouvir falar de financiamento, investimento, parcelamento, empréstimo ou qualquer transação que envolva capital, lembre-se desta pergunta simples, mas incrivelmente poderosa: “qual é exatamente a taxa de juros aqui e como ela vai impactar minha vida daqui para frente, tanto nos ganhos quanto nos custos?”
Esse tipo de pergunta, feita na hora certa e com a mentalidade correta, tem o poder transformador de mudar a história financeira de uma pessoa, de uma família e de um negócio inteiro.
E, se você aplicar isso com seriedade e disciplina em 2026, vai olhar para trás em poucos anos e pensar: “a melhor coisa que fiz foi finalmente entender como o dinheiro funciona de verdade e tomar o controle da minha vida financeira”.

O que é taxa de juros?

É o preço do dinheiro ao longo do tempo — o quanto se paga para tomar ou recebe ao emprestar capital.

Qual a diferença entre juros simples e compostos?

Juros simples incidem apenas sobre o capital inicial; compostos incidem sobre capital + juros acumulados (juros sobre juros).

Como a Selic afeta meu negócio?

Selic influencia custo do crédito e rendimento da renda fixa; alta Selic encarece empréstimos e pode reduzir consumo.

Quando vale a pena pegar empréstimo?

Quando o retorno esperado do uso do dinheiro for superior ao custo dos juros e o fluxo de caixa suporta o pagamento.

O que é taxa real?

Taxa real é a taxa nominal ajustada pela inflação — o ganho que realmente aumenta seu poder de compra.

Como negociar juros do cartão ou empréstimo?

Busque portabilidade, renegociação, consolidar dívidas em linha mais barata ou usar garantia para reduzir taxa.

Prefixado ou pós-fixado: qual escolher?

Prefixado dá previsibilidade; pós-fixado protege se juros subirem. Escolha conforme horizonte e sua expectativa sobre juros.

Como calcular taxa anual a partir de uma taxa mensal?

Use a capitalização: (1 + i_mês)¹² − 1 para obter a taxa efetiva anual.

O que é CDI e por que importa?

CDI é referência entre bancos e base para muitos investimentos de renda fixa; serve para comparar rendimentos.

Qual a prioridade se eu tiver dívidas com juros altos?

Priorize quitar ou renegociar dívidas de juros mais altos (cartão, cheque especial) antes de investimentos arriscados.

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