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05/11/2013 21h58
Acre representa o Brasil no combate à malária
Pelo terceiro ano consecutivo, o Acre representa o Brasil no prêmio Campeões das Malárias
Pelo terceiro ano consecutivo, o Acre representa o Brasil no prêmio Campeões das Malárias nas Américas, realizado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O prêmio é dedicado às melhores estratégias de combate à malária nas Américas.

A secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, e a diretora de Vigilância em Saúde, Izanelda Magalhães, participam da cerimônia de premiação, que será realizada nesta quarta-feira, 6, na sede da Opas, em Washington (Estados Unidos). Nos dois últimos anos, o Estado ficou em segundo lugar. Neste ano, o Acre disputa o prêmio com a República Dominicana e a Colômbia.

O prêmio foi criado em alusão ao Dia da Malária nas Américas, comemorado em 6 de novembro. Criada em 2007, a data tem como objetivo chamar a atenção para a doença e mobilizar ações de combate para a redução da malária nos países e regiões onde a doença mais se desenvolve. Como forma de incentivar a continuidade do trabalho, o programa Campeões das Malárias nas Américas foi lançado em 2008, pela Opas.

Em agosto, uma equipe da Opas esteve em Rio Branco para acompanhar o trabalho desenvolvido no combate à malária e produzir um videodocumentário. Os municípios de Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul também receberam a visita dos profissionais, que puderam acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pelas equipes da Divisão de Endemias do Estado no combate à malária.

A estratégia

Depois da maior epidemia da doença já registrada no Estado, em 2006, quando foram notificados mais de 93 mil casos, a maior parte no Vale do Juruá, diversas estratégias foram esquematizadas pelo governo do Estado, em conjunto com as prefeituras e o Ministério da Saúde (MS).

“O programa de combate à malária é desenvolvido com muita responsabilidade. O governo do Acre tem investindo em estratégias que estão dando certo. Esse prêmio é o reconhecimento do nosso trabalho”, afirma a gerente do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Controle de Endemias, Thayna Holanda.

Ela ressalta que a entrega de mosquiteiros impregnados com repelente têm colaborado muito para que o número de casos da doença diminua consideravelmente. Somente neste ano, foram investidos mais de R$ 500 mil na compra de equipamentos, como barcos, motor de popa, bicicletas e mobiliários, por exemplo, para fortalecer as ações desenvolvidas.

Outra estratégia de grande relevância é o trabalho de conscientização, junto à comunidade, feito nas residências, informando sobre como prevenir-se da doença e quais os cuidados devem ser tomados quando aparecerem os primeiros sintomas. A ação é desenvolvida em especial no Vale do Juruá, onde a incidência de casos da doença é maior.

O Acre também tem tido êxito no tratamento dado à doença. “O Programa Nacional de Combate à Malária pactua que 60% dos casos da doença devem ter o início do tratamento realizado em menos de 48 horas, a partir da data dos primeiros sintomas. No Acre, nós conseguimos tratar 80% dos casos”, explica Thayna 
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