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30/11/2012 15h17
Quilombolas geram renda com banana orgânica
Pequenos agricultores melhoram de vida com apoio do Programa de Aquisição de Alimentos
Os participantes da Associação Quilombo Ivaporunduva, no município paulista de Eldorado, no Vale do Ribeira, estão expandindo os horizontes com a produção e venda de banana orgânica para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Uma das estratégias do Plano Brasil Sem Miséria para superar a extrema pobreza no campo, o PAA teve impacto positivo no preço da caixa de banana, que girava entre R$ 0,50 e R$ 1,50, muito abaixo da cotação de mercado. Com o programa, a caixa do produto é vendida atualmente por R$ 13. Até os compradores avulsos pagam hoje cerca de R$ 8 pela caixa da fruta.

A comunidade quilombola Ivaporunduva integra o grupo de associações e cooperativas que representam agricultores familiares e vendem a produção ao governo. “Eles fornecem ao PAA uma média de seis toneladas por semana”, diz o gerente do programa pela Companhia Nacional de Alimentos (Conab), em São Paulo, Nivaldo Maia. A Conab e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) são parceiros na execução do programa.

Os alimentos comprados pelo governo federal são distribuídos para restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, hospitais, creches e escolas. Também vão para famílias em situação de vulnerabilidade social e servem ainda como estoque regulador.

Preço de mercado

Ao comprar a produção dos pequenos agricultores extremamente pobres, o governo federal paga preço de mercado e gera renda para pessoas que tinham como única oportunidade vender a produção por quase nada ou apenas viver de lavouras de subsistência.

Desde 2010, o MDS e o MDA estimulam a maior participação de áreas quilombolas e indígenas como estratégia para retirar essas populações da pobreza. Em 2011, comunidades quilombolas da Bahia, de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, do Pará, da Paraíba, de Pernambuco, do Paraná e de São Paulo venderam 2,2 mil toneladas ao PAA e receberam R$ 3,3 milhões.

A história de exclusão dos moradores de Ivaporunduva - município de 14.641 habitantes localizado a 248 quilômetros de São Paulo - começou a mudar em 2005, com a compra de alimentos pelo PAA. Em 2011, 40 agricultores venderam a produção. A expectativa para este ano é chegar a 65. “Melhorou muito. Tem a pessoa certa pra vender. Tem o dia certo pra vender”, assinala Zélia Forquim dos Santos Silva, mãe de 12 filhos. Além da banana, a família de Zélia produz milho e feijão.

Na casa da produtora Neire Alves da Silva até a fibra da bananeira é aproveitada. Além de participar do PAA há quatro anos, ela aprendeu a fazer artesanato com a fibra da planta. “O PAA valoriza o trabalho do produtor”, observa Neire. Com a venda da banana, ela equipou a residência com geladeira, televisão e tanquinho.

O progresso da comunidade, que tem a Capela de Nossa Senhora dos Homens Pretos localizada em seu ponto mais alto, pode ser visto pela mudança das casas de taipa para as de alvenaria.
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